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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

As células-tronco do cordão umbilical podem salvar vidas.

As células-tronco do sangue do cordão umbilical e placentário podem salvar vidas Saiba mais sobre a importância da coleta e armazenamento dessas células-tronco Atualmente, os bancos de *Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (SCUP), públicos ou privados, oferecem aos futuros pais uma oportunidade única para coletar e armazenar as *Células-Tronco (CTs) do seu bebê para potenciais usos médicos. Essa nova área da medicina tem levado a ensaios clínicos e pesquisas como sangue do cordão umbilical em terapias experimentais e também têm sido usadas na medicina de transplante para o tratamento de muitas doenças potencialmente fatais. Os bancos de SCUP privados são bancos autólogos (células do próprio paciente) e têm as vantagens em ter disponíveis as células coletadas e armazenadas para uso exclusivo da família, além de exclusão de risco de rejeição do sistema imunológico das células. A probabilidade de compatibilidade é de 25% entre irmãos de mesmo pai e mesma mãe e ainda, como benefício,poderá estar entre os primeiros a serem beneficiados de novas terapias que estiverem disponíveis. É importante ressaltar que o SCUP não garante que as células vão proporcionar uma cura ou ser aplicáveis ​​para cada situação. Para doenças genéticas hereditárias, a criança não será capaz de usar suas próprias CTs. Nesse caso, um irmão com CTs compatíveis seria a primeira escolha. Os bancos de SCUP públicos são bancos alogênios (células de doador, aparentado ou não), com a finalidade de coletar e armazenar o SCUP para atender qualquer cidadão brasileiro que necessite de transplante de medula óssea e não tenha doador familiar compatível. O banco de SCUP público possui importantes vantagens sobre o banco de SCUP privado. A mais importante é que o transplante autólogo tem resultado pior do que o alogênico em casos de leucemia, imunodeficiências e anemia aplástica. Além disso, a probabilidade de que uma criança vá precisar de suas próprias células é, segundo a maioria dos estudos, muito baixa, não justificando os custos do depósito para uso próprio. É muito importante analisar essas informações para que os pais possam fazer uma escolha adequada sobre a coleta e o armazenamento do SCUP do seu bebê. Para muitos casais, isso não é de suma importância e o que muitos não sabem é que, se os pais não optarem por coletar e armazenar o SCUP por uma empresa privada ou pública, esse material precioso será descartado com o lixo hospitalar após o parto, descartando a oportunidade em salvar a vida das pessoas que ano a ano precisam de um transplante de medula e não encontram doadores compatíveis. * Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, SCUP É o sangue rico em células hematopoiéticas de CTs que circula através da placenta e cordão umbilical, levando oxigênio e nutrientes do sangue materno para o feto e retornando para a placenta para ser purificado. As células hematopoiéticas de CTs são similares às encontradas na medula óssea;assim, o SCUP pode ser usado para o transplante como uma alternativa à medula óssea. As células do SCUP são mais jovens que as da medula óssea e ainda não sofreram qualquer exposição a vírus, bactérias e ao meio ambiente. Isso garante uma maior eficiência terapêutica e uma maior probabilidade de compatibilidade. A coleta de SCUP é um procedimento simples, não invasiva, segura e indolor. O transplante de SCUP é indicado para pacientes com leucemias, linfomas, anemias graves, anemias congênitas, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, mieloma múltiplo, além de outras doenças do sistema sanguíneo e imune. * Células-tronco, CTs São células primitivas, produzidas durante o desenvolvimento do organismo e que dão origem a outros tipos celulares. Existem vários tipos de células-tronco: totipotentes (podem produzir todas as células embrionárias e extra embrionárias), pluripotentes (podem produzir todos os tipos celulares do embrião), multipotentes (podem produzir células de várias linhagens), oligopotentes (podem produzir células dentro de uma única linhagem) e unipotentes (produzem somente um único tipo celular maduro). As células embrionárias são consideradas pluripotentes porque uma célula pode contribuir para formação de todas as células e tecidos no organismo. Juliana Georges é bióloga e mestre em Produção e Gestão Agroindustrial pela UNIDERP; embriologista pelo Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE); especialista em células-tronco pela University of Wisconsin-Madison, EUA. Pesquisadora e embriologista do Núcleo de Terapia Celular (NUCEL) e do Laboratório de Biologia Celular e Molecular (LBCM) do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP). Fonte:http://materna.uol.com.br

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